Venezuelanos que vão para São Paulo recebem orientações sobre protocolo de viagem

Nesta sexta-feira, dia 08, às 14h, os membros do projeto Caminhos de Solidariedade da Cáritas Diocesana de Roraima – como de praxe – realiza roda de conversa com os imigrantes que viajarão para São Paulo, no auditório da Instituição, na avenida Nossa Senhora da Consolata, 1529, centro.

Antes do embarque, o grupo de imigrantes passam por uma roda de conversa, por duas horas de duração, a fim de tomar ciência de como será a estadia e acolhida em São Paulo.

Em SP, o grupo terá acompanhamento de assistência social, orientação jurídica, espaços de formação e encaminhamento para renovação de documentos e na medida do possível um inserção laboral. “Neste espaço onde Madre Assunta habitou e idealizou para ação social de suas irmãs, continua nesta caminhada até os dias de hoje, e é com esse espírito que será feita a acolhida”, frisou o representante do Comitê Gestor do Projeto, Roberto Saraiva, durante recente visita ao local de acolhimento.

Um grupo de 15 venezuelanos embarcarão em voo comercial para a casa de acolhimento organizada pelas irmãs Missionárias Scalabrinianas. A viagem está agendada para o dia 17 de fevereiro.

O espaço de acolhida está situado na Casa Madre Assunta, propriedade da Congregação, na Rua do Orfanato – Vila Prudente – São Paulo, Capital.

A nova casa dos migrantes funcionava uma escola municipal, com seis salas grandes, cozinha, lavanderia, banheiros. Está preparada para acolher a seis famílias com uma média de cinco membros cada.

Segundo a irmã missionária Janete Ferreira, mscs, o tempo de acolhida será por três meses. “A organização está prevista para oferecer alimentação, alojamento, apoio para conseguir trabalho, atividades com as crianças com idade acima de 05 anos, aula de português”, comentou.

Para a articulação ao mercado de trabalho, será responsável uma irmã Scalabriniana que é assistente social e que acompanhará o processo das famílias na busca de trabalho e espaços de integração.

Janete conta que na Casa Madre Assunta atende cerca de 120  crianças migrantes e/ ou carentes que participam do Projeto Conviver. “Desenvolvemos atividades educativas de contra turno: música, dança, artes, entre outras. As crianças das famílias que vamos acolher, que estejam na faixa etária a partir de 5 anos, estarão sendo incluídas no projeto”, enfatizou.

Neste processe de acolhida, as irmãs contam com o apoio do Serviço Pastoral do Migrante – SPM, do Movimento Leigo Missionário Scalabriniano – LMS, da Associação Educadora Beneficente – AEB e pessoas individuais que estão fazendo doações.