Festa de São Carlos Borromeo, Patrono da Congregação, Dia da Animação Vocacional na Congregação

O Discurso da Irmã Neusa de Fatima Mariano – Circular

Mensagem para o dia Mundial das Missões

O Mensagem para o dia Mundial das Missões da Ir. Neusa de Fatima Mariano, superiora geral.

Mensagem de Ir. Neusa de Fatima Mariano, superiora geral, para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado

Em anexo está a mensagem de Ir. Neusa de Fatima Mariano, superiora geral, para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado.

Prot. 135 -Jornada M. Migrantes e Refugiados

Purgatório: brasileiras relatam experiência no campo incendiado em Lesbos

Leia as notícias no noticiário do Vatican News:

www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-09/brasileiras-missao-campo-refugiados-moria-lesbos.html

10 anos de impunidade no México para as vítimas migrantes do massacre de San Fernando, em Tamaulipas

O Senhor nos pedirá as contas de todos os migrantes mortos durante a viagem da esperança e que têm sido vítimas da cultura do descarte” (Papa Francisco, Ângelus, 23 de agosto de 2020).

No marco dos 10 anos da chacina em San Fernando – Tamaulipas, mais conhecido como o massacre das 72 vítimas, queremos, como Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, unir-nos às famílias das vítimas com fé e esperança, e também com coragem na busca pela verdade, justiça e reparação.

A rota entre México-Estados Unidos é considerada uma das com o maior trânsito migratório no mundo e uma das mais perigosas para as pessoas migrantes que são vítimas de diversos delitos como sequestros, extorsões, desaparecimentos e execuções.

Há 10 anos em San Fernando, Tamaulipas – México, foram encontrados 72 corpos de pessoas migrantes, entre eles, 58 homens e 14 mulheres, vindos de Guatemala, Honduras, El Salvador, Equador e Brasil. As vítimas foram torturadas e executadas no contexto geral de violência e desaparecimentos. As circunstâncias do ocorrido do dia 24 de agosto de 2010, o tempo de morte das vítimas e o número de sobreviventes seguem gerando dúvidas e até hoje não se tem certeza do número de sobreviventes.

O caso dos 72 imigrantes foi classificado como um episódio de violação grave aos Direitos Humanos, acompanhado, também, de uma negação sistemática para que as vítimas possam ter acesso à verdade e à justiça. Não foi realizada uma investigação concreta, não se tem investigado os delitos, tráfico, desaparecimento forçado; nem tampouco há sentenciamento de pessoas, apesar da gravidade e do tempo que passou na impunidade.

Atualmente não há certeza da identificação de todos os corpos entregues às famílias, a investigação na Procuradoria Geral da República não tem tido resultados para conhecer a verdade e acionar à Justiça.

A 10 anos deste terrível massacre, os familiares das vítimas ainda clamam pela verdade, justiça e reparação. É necessário que a Procuradoria Geral da República implemente e formalize um modelo de investigação destes fenômenos criminosos com uma perspectiva de macrocriminalidade, integrado por especialistas independentes que identifiquem os responsáveis para implementar medidas que evitem a repetição dessas graves violações.

As autoridades mexicanas devem garantir a atenção, o apoio e a reparação aos familiares das vítimas, independentemente de se encontrem fora do México. As filhas, filhos, esposas, mães e pais têm diversas necessidades de saúde física e psicológica, depois dos fatos que causaram sintomas de depressão, estresse e ansiedade, demandando tratamentos e medicamentos para tratar as consequências. Ainda existem, também, impactos econômicos, derivadas das violações cometidas, os quais devem ser atendidos diligentemente.

É necessário redignificar a memória das vítimas e de suas famílias, saber quem eram e quais foram as razões pelas quais decidiram abandonar seus países de origem em busca de melhores oportunidades de vida, saber que não eram criminosos.

Perante as pendências de México, exortamos às autoridades para cumprir as seguintes petições das vítimas:

  • Criação de um novo modelo de investigação com perspectiva de direitos humanos na Procuradoria Geral da República, que leve em consideração à macrocriminalidade como um fator determinante no caso. Criação de uma comissão especial formada com especialistas independentes e a configuração de uma equipe mista multidisciplinar com a participação da Secretaria do Governo.

  • Planejamento e implementação de políticas públicas que garantam que as violações cometidas no caso não se repitam.

  • Promover a coordenação com os países de origem das vítimas, como Guatemala e Brasil, para realizar a exumação dos corpos, com a participação de especialistas legistas independentes para a identificação dos restos mortais.

  • Realizar as exumações solicitadas pelas famílias que têm dúvidas sobre os restos mortais recebidos no ano de 2010, identificados pela Procuradoria do Estado de Tamaulipas.

  • Garantir o acesso aos direitos das vítimas desde seus países de origem, tanto a medidas de atenção e assistência como de reparação de dano, de acordo com a Lei Geral de Vítimas.

Nos solidarizamos com as famílias das vítimas do massacre de San Fernando – Tamaulipas, mas, também, com todas as famílias que têm perdido seu familiar migrante em massacres ou de forma violenta nas diversas rotas migratórias a nível mundial.

Exortamos ao governo mexicano e a todos os países de passagem e destino de pessoas migrantes e refugiadas, para atenderem o mais breve possível, as demandas das vítimas. A verdade, justiça e reparação não podem esperar mais!


Às famílias das vítimas, asseguramos nossas orações e reafirmamos nosso compromisso de acompanhá-las em suas dores e lutas.

Que, pela intercessão do Bem-aventurado João Batista Scalabrini, Pai dos Migrantes, as famílias, muito brevemente, alcancem a verdade, a justiça e a reparação e possam ser testemunhas da promessa de Jesus para “que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10).

Irmã Neusa de Fátima Mariano

Superiora Geral, Conselheiras e Secretaria Geral

SCALABRINIANAS PARTEM EM MISSÃO À ILHA GREGA DE LESBOS

No centro da chamada crise dos refugiados, desde o ano de 2015, as ilhas gregas concentram grande parte da população migrante que chega à Europa pelo Mediterrâneo. O campo de Moria, localizado na ilha de Lesbos, com capacidade para abrigar três mil pessoas, conta, atualmente, com 19 mil refugiados(as). Em sua maioria, os(as) requerentes de asilo chegam a Lesbos vindos da Síria, Iraque e Afeganistão, países em situação de guerra. Até hoje, mais de um milhão de pessoas fizeram a travessia pelo Mar Egeu em direção à ilha, e apenas no ano de 2018 foram contabilizadas mais de duas mil mortes nesse trajeto.

A situação de superlotação do campo de Moria se agrava com o impedimento da população migrante e refugiada de circular pela ilha. O governo argumenta que o isolamento é proveniente das medidas de segurança relativas à propagação do Coronavírus, entretanto, existem relatos anteriores à pandemia, de impedimento do acesso dos(as) refugiados(as) ao comércio local, além das manifestações contra a presença dessa população na ilha e uma tentativa de incêndio no campo. Existem pessoas em Moria presas há mais de um ano devido ao lento atendimento para a resolução de sua solicitação de refúgio.

Até abril deste ano, foram registradas dez mil novas chegadas a Lesbos. Apesar das preocupações sobre possíveis contaminações do novo Coronavírus, o campo de refugiados(as) não conta com nenhum caso confirmado da doença. A população tem sido atendida pelo Médicos Sem Fronteiras e outras instituições assistenciais. Apesar de ainda não ter casos confirmados, a situação em Moria é vista como uma bomba relógio, pois o local se encontra em condições insalubres para a preservação da saúde dos(as) abrigados(as), havendo, também, a possibilidade de contágio de outras doenças como hepatite C, meningite e sarampo.


Partiu serviço evangélico e missionário em Lesbos

Um grupo de missionárias scalabrinianas partiu nesta quarta 29, para a ilha grega de Lesbos com o objetivo de  prestar um serviço evangélico e missionário as pessoas em situação de migração no campo de Moria.

A missão, que acontece em parceria com a Comunidade Santo Egídio, de Roma, é constituída por dois diferentes grupos.

A primeira equipe, que partiu nesta quarta, é composta por duas Irmãs e duas jovens em formação: Irmãs Marlene Vieira, brasileira, do Estado de Minas Gerais, que atua na Bélgica, Irmã Letícia Gutierrez, mexicana que missiona na Espanha, a aspirante italiana Laura Lazzoni e uma postulante argentina, Monica Leticia Tozzi.

“Lesbos é um dos lugares do mundo que está no coração do Papa Francisco, porque é um corredor humanitário que visa a integração de refugiados, afirma a superiora provincial das Scalabrinianas na Itália, Irmã Milva Caro.

Irmã Milva prestou agradecimentos à Comunidade Santo Egídio, pela parceria. “Agradeço a Comunidade Santo Egídio pela extraordinária colaboração. Desde o início  abriu suas portas para nós. Somos motivadas pelo nosso carisma que nos envia para estar e  caminhar ao lado dos migrantes, também à luz da nossa experiência ligada ao serviço itinerante, que nos coloca nos lugares mais emergentes dos fluxos migratórios, também na Europa “.

Em Lesbos, as Scalabrinianas estarão envolvidas na preparação de cerca de 150 refeições diárias, aulas de inglês, cuidado das crianças em colaboração a comunidade católica francófona.

Para Irmã Milva acolher é um conceito universal. “Em todos os cantos do mundo, mesmo em tempos de Covid-19, estender uma mão amiga significa ser humano, oferecer fagulhas de futuro e esperança. Vamos na ponta dos pés pedir permissão para fazer um pouco de bem, como disse o Beato Scalabrini, nosso fundador e pai dos migrantes, seguindo o exemplo de Jesus Cristo e também querendo ser os braços e ouvidos do Papa Francisco, que olha para Lesbos com o coração voltado para a situação dos refugiados”, afirma.

Dia Mundial do refugiado: números sem precedentes de deslocamentos forçados

No mundo atual, 70,8 milhões de pessoas são forçadas a fugir, vítimas de conflitos, de perseguições, de violência ou desastres naturais. Destas 25,9 milhões são refugiados reconhecidos. Números cuja complexidade atesta que “os deslocamentos forçados atingiram um nível sem precedentes e as respostas ainda não são suficientes para oferecer soluções às pessoas, a fim de que possam reconstruir suas vidas”, afirmou Irmã Neusa de Fátima Mariano, Superiora Geral das Irmãs Missionárias de Sao Carlos Borromeo Scalabrinianas, por ocasião do dia internacional dos refugiados – 20 de junho – convocado pela ONU. O Papa Francisco, continua irmã Neusa, lembra-nos que “em toda pessoa refugiada, está presente Jesus, forçado a fugir, como no tempo de Herodes, para salvar-se. No rosto dos refugiados somos chamados a reconhecer o rosto de Cristo”. “Três quartos dos refugiados no mundo e muitos migrantes vivem em países em desenvolvimento, onde os órgãos responsáveis ​​pela assistência à saúde estão sobrecarregados e, com a pandemia do Covid-19, entraram em colapso – continua ela – Muitos refugiados vivem em campos superlotados, abrigos improvisados ou centros de recepçao onde eles não tem acesso aos serviços de saude e saneamento basico. Muitos deles estão em centros de detenção formais e também informais, em condições de isolamento e de higiene particularmente preocupante. Os migrantes e os refugiados estão desproporcionalmente expostos à vulnerabilidade da exclusão, da estigmatização e da discriminação, especialmente quando estão em situação irregular. O pensamento da Igreja é colocar a experiência de Jesus deslocado e refugiado junto a seus pais, no centro da reflexao.” “Eles não são números. Sao pessoas e conhecendo suas histórias, poderemos entendê-las”, escreveu o papa em sua mensagem para a Jornada Mundial dos Migrantes e Refugiados. “Quando as pessoas refugiadas se tornam números, a humanidade se torna desumana”, prossegue irmã Neusa. As irmas scalabrinianas pedem aos políticos, líderes locais, nacionais e internacionais que “não testemunhem passivamente a destruição de tantas vidas ameaçadas. É urgente encontrar soluções adequadas, humanas e dignas, para garantir que as pessoas não coloquem em risco suas vidas e as de suas famílias, recorrendo a traficantes sem escrúpulos ou usando embarcaçoes frágeis, tentando chegar a lugares onde possam encontrar segurança em diversos ambitos”.

Mensagem da Ir. Neusa de Fatima Mariano, Superiora Geral

Festa do fundador Bem-aventurado João Batista Scalabrini – Mensagem da Superiora Geral

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