1º Capítulo da província América do Sul e África

Durante os dias 11 a 14 de dezembro de 2018 em São Leopoldo (RS) está em andamento o 1º Capítulo Provincial Eletivo da Província América do Sul e África da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas.

O lema deste Capítulo é “Passai, passai pelas portas, preparai um caminho para o meu povo; construí, construí a estrada, removei as pedras. Erguei um sinal para os povos” (Is 62,10).

Participam do Capítulo 83 irmãs, a assessora Ir. Maria Helena Mora, da Congregação do Sagrado Coração de Maria e Ir. Neusa de Fátima Mariano, Superiora Geral e presidente do Capítulo. As irmãs capitulares são provenientes de: Brasil, Paraguai, Argentina, Colômbia, Equador, África do Sul, Angola, Moçambique e Itália.

A celebração eucarística de abertura do 1º Capítulo Provincial Eletivo foi presidida por Dom Adilson Pedro Busin, CS Bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre.

Corpo em comunhão

Na alocução de abertura do Capítulo, Ir. Neusa de Fátima Mariano, Superiora Geral, saudou todas as irmãs e convidou a constituir um corpo em comunhão, impregnadas pelo Espírito Santo. “É preciso vencer sentimentos de medo e resistência, para que a colaboração e a corresponsabilidade criem em nós um corpo coeso de vida, partilha e missão conosco e com os migrantes e refugiados”, afirmou.

No decorrer do dia, foi apresentado o processo de reorganização a partir do XIII Capítulo Geral, e as comissões da formação, missão apostólica e jurídico administrativo expuseram as propostas, perspectivas e desafios para o novo governo provincial. As Irmãs representantes do Continente africano leram uma carta: “A voz da África para as Irmãs Capitulares”.

Para encerrar o dia, foi apresentado o formato para a composição do novo governo e funções das conselheiras de região e de áreas de serviços.

No segundo dia do Capítulo Provincial Eletivo, após a leitura e aprovação da ata, continuou a apresentação das funções das Conselheiras de Região e das áreas de serviços.

Em clima de reflexão e oração aconteceu o processo de discernimento para a eleição da Superiora Provincial da Província América do Sul e África, conduzido pela assessora ir. Maria Helena Morra. Ela nos motivou a cultivar a esperança que nos impulsiona para a abertura à novidade do Espírito no processo de eleição. Após o processo realizado Ir. Maria Lélis da Silva, foi eleita a nova superiora provincial. A Superiora Geral Ir. Neuza de Fatima Mariano, presente no capítulo, confirmou a eleição de Ir. Maria Lélils da Silva e lhe solicitou se aceitasse exercer esta função, o que ela confirmou.

Ir. Maria Lélis da Silva é natural Bonfinópolis, MG, formada em Comunicação Social- Jornalismo e Letras, tem 29 anos de Vida Religiosa Consagrada, atuou na área da formação de novas religiosas, e exerceu sua missão em diversos lugares do Brasil, Colômbia, e atualmente atuava em Quito, Equador.

A provincial eleita colocou-se a serviço da Província América do Sul e África e solicitou a generosa colaboração e apoio de cada uma das irmãs na caminhada que a província irá empreender.
Ao final todas as irmãs capitulares a saudaram com alegria e carinho.

A unidade e prece de vocês é sumamente importante para o bom êxito do Capítulo Provincial Eletivo.

 

 

Festa de São Carlos Borromeo, Patrono da Congregação

Roma, 04 de novembro de 2018
“Chamados à santidade” (Rm 1,7).

Estimadas Irmãs e Formandas

Nós, Irmãs missionárias scalabrinianas, sentimo-nos agraciadas por Deus em ter São Carlos Borromeo como patrono, de modo particular neste tempo histórico de nossa Congregação, marcado por significativas mudanças, entre as quais, o processo de reorganização interna, que nos interpela a uma profunda renovação de nossa vida consagrada e missionária na centralidade em Jesus Cristo, a fim de sermos fiéis ao carisma scalabriniano.

De fato, não è fácil fazer uma síntese da vida intensa vivida por São Carlos, da qual emerge uma figura caracterizada pelo carisma do bom pastor que se doa sem pretensão de obter resultados esplêndidos, numa doação total, marcada com zelo extraordinário, fundamentado na humildade e na pobreza. E foi este mesmo zelo que o moveu na decisão de empreender uma reforma da Igreja e um sério caminho de reforma interior e de santidade, a fim de conformar-se sempre mais a Jesus Cristo. Foi assim, no confronto consigo mesmo, que promoveu a primeira e a mais radical obra de renovação, sendo capaz de dedicar-se sem reservas ao serviço de Deus e da Igreja.

Não poderemos compreender, porém, a figura de nosso patrono São Carlos Borromeo, sem conhecer a sua relação de intensa paixão a Jesus Cristo, em um amor confiante contemplado na Eucaristia e em Jesus crucificado que fizeram com que São Carlos se imergisse na profundidade do mistério do amor de Cristo.

O exemplo de vida de São Carlos, a dinamicidade de sua ação apostólica  de pastor e de reformador revelam-se persuasivos e atraentes como fruto da intensidade de seu amor a Cristo crucificado. A sua grandeza espiritual nasce da profundidade de sua fé e da totalidade de sua dedicação à missão recebida, em uma palavra, de sua santidade!

Queridas Irmãs, também nós, por graça, somos chamadas a seguir Jesus Cristo nesta forma particular e necessária de fecundidade, que “gera Cristo” em nosso ser e nos migrantes e refugiados que encontramos em nosso caminho como discípulas e missionárias do Pai.

Somos convidadas a dirigir os nossos olhares a São Carlos, modelo de santidade e de zelo apostólico, cujo exemplo nos inspira e nos motiva a viver o chamado à santidade sabendo que a vocação à santidade deve ser intuída, entendida, acolhida e cultivada e, “assim, sob o impulso da graça divina, com muitos gestos, vamos construindo aquela figura de santidade que Deus quis para nós: não como seres autossuficientes, mas ‘como bons administradores da multiforme graça de Deus’ (1 Pd 4,10)”.[1]

Com alegria, desejamos a vocês, Irmãs, formandas e Leigos Missionários Scalabrinianos, uma abençoada e feliz festa de São Carlos Borromeo, e que  motivadas/os pelo seu exemplo, possamos retomar com um novo ardor e empenho renovado a missão scalabriniana, no serviço evangélico e missionário aos migrantes e refugiados.

 

 

Ir. Neusa de Fátima Mariano, mscs

Superiora Geral, Conselho e Secretária Geral

 

 

[1] Francisco, Esortação Apostólica Alegrai-vos e exultai, n.18

Scalabrinianas inauguram uma casa de acolhida de mulheres e crianças migrantes e refugiada

POR ROSINHA MARTINS
DE ROMA -ITÁLIA

A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas inauguram neste domingo, 30, em Roma, uma casa de acolhida de mulheres e crianças migrantes e refugiadas. O evento que acontecerá às 16h30, horário de Roma, contará com a presença de autoridades eclesiásticas, leigos, religiosos e religiosas e organizações afins. Ao menos 100 pessoas já confirmaram presença.

Denominado Chaire Gynai (pronúncia Kairê Guinái), do grego, que significa “Bem-vinda, mulher! ”, o projeto, que já está em andamento, é uma resposta das Scalabrinianas ao pedido do Papa Francisco que elas elaborassem e realizassem um programa de assistência a mulheres e crianças, em primeiro lugar para aquelas em situação de refúgio e, segundo lugar para aquelas que estão em processo de migração, com ou sem filhos, vulneráveis e que não contam com nenhum serviço de proteção.

Sob a administração das Irmãs Scalabrinianas, o projeto é articulado, também pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – Seção Migrantes e Refugiados, pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a União Internacional das Superioras Gerais e o Ofício Migrantes da Diocese de Roma.

As Irmãs Scalabrinianas contam com a atuação prática das Irmãs Missionarias do Sagrado Coração de Jesus que, além de terem colocado à disposição os espaços – (duas casas, uma delas localizada na rua Michele Mercati e a outra na Pineta Sacchetti), atuam cotidianamente no serviço às mulheres e crianças, disponibilizando uma Irmã como colaboradora.

Um projeto de semi-autonomia

O projeto “Chaire Gynai” pretende, acima de tudo, favorecer a estas mulheres a conquista da própria autonomia e a integração na sociedade romana. Portanto, elas permanecem na casa por 6 meses até que consigam se organizar entre trabalho e moradia. Paralelo a isso, o projeto conta com a colaboração de religiosas, psicólogos, assistentes sociais e advogados que estão disponíveis para a assistência humana, psicológica e jurídica.

“Para nós o trabalho junto aos migrantes é uma grande graça e uma confirmação da nossa missão. Agradecemos ao Papa Francisco por este convite feito a nós, e às Irmãs do Sagrado Coração de Jesus que muito generosamente disponibilizaram suas próprias casas e, juntas, podemos realizar o projeto”, afirmou a Superiora Geral das Irmãs Scalabrinianas, Irmã Neusa de Fátima Mariano.

Irmã Neusa fez, ainda, um agradecimento especial aqueles e aquelas que estão envolvidos com o projeto, num esforço continuo de sua concretização e desenvolvimento. “Agradecemos ao Instituto de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e o Dicastério da Santa Sé para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – Seção Migrantes e Refugiados. Todos são protagonistas deste grande projeto, porque entre nós há uma grande colaboração em vista da promoção dos migrantes. E os quatros verbos do Papa Francisco, acolher, proteger, promover e integrar, guiam a nossas escolhas pastorais, porque nenhum deve sentir-se estrangeiro pois todos somos filhos do mesmo Pai”.

De acordo com a diretora do projeto, Irmã Eleia Scariot, brasileira e missionária scalabriniana, “a intenção é apoiar as mulheres no percurso de integração e valorização profissional, tendo como base o resgate da esperança”.

Estas mulheres, acrescenta, “recebem ajuda e acompanhamento humano e profissional, fazem a experiência da convivência, da confraternização e da espiritualidade, ações fundamentais para o resgate da auto-estima, frequentemente feria durante suas viagens migratórias.

Histórico

A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas foi fundada em 1895 pelo bispo da cidade de Piacenza, Itália, o Beato João Batista Scalabrini. Tem como co-fundadores os irmãos de sangue, a Bem-aventurada Assunta Marchetti, beatificada no Brasil em 2014 e o Venerável Padre José Marchetti, nascidos em Lombrici di Camaiore, Lucca – Itália, os quais se tornaram missionários no Brasil para prestar um serviço de acolhida, de proteção, de promoção e de integração dos imigrantes italianos, especificamente, crianças órfãs filhas de italianos e africanos em São Paulo. Hoje a Congregação atende a todo tipo de mobilidade humana em 26 países do mundo para prestar este serviço evangélico e missionário aos imigrantes e refugiados.

 

Criança senegalesa que vive na casa de acolhida fala sobre sua experiência

Ibrahim, 11, vive a três anos meio na Itália e faz parte do projeto. Ele fala sobre seus sonhos e como se sente. “Gosto de viver na casa de acolhida, a disciplina que mais gosto é história, mas quando crescer desejo ser jogador de futebol. Na escola procuro ser excelente em vista do meu futuro”. Assista o vídeo abaixo:

Serviço:
Inauguração da Casa de Acolhida a mulheres e crianças refugiadas e migrantes em Roma
Data: 30 de setembro de 2018
Horário: 16h30 – Horário de Roma
Via Pineta Sacchetti, 506 – Próximo à estação de trem Gemelli
Contato Imprensa: Irmã Rosinha Martins – Whatsapp: +393899290918

 

 

 

 

Entidades apresentam aos presidenciáveis propostas de ações para prevenir o desaparecimento de pessoas

Uma agenda pública, composta por cinco medidas prioritárias, que têm como objetivo maior assegurar políticas públicas nacionais de prevenção e combate ao desaparecimento de pessoas, foi apresentada aos candidatos à Presidência da República. O documento, preparado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pelo Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid) do Ministério Público de São Paulo, pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), e pela ONG Mães da Sé, almeja que o tema seja integrado às plataformas de campanha e de governo do eventual vencedor.

Como justificativa para as propostas, enviadas no dia 10 de setembro, as entidades signatárias destacam o número alarmante de casos de desaparecimento no país. Estimativas apontam que cerca de 50 mil crianças e adolescentes desaparecem no Brasil todos os anos. São Paulo detém 30% desse total, o maior índice nacional. “Queremos estabelecer canais de diálogo com os tomadores de decisão para sensibilizá-los sobre esse problema que aflige milhares de famílias brasileiras”, apontou o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima.

O documento destaca cinco medidas. A primeira delas, considerada a mais importante, é estabelecer como obrigatória a notificação compulsória de casos pelas autoridades policiais a um cadastro nacional, permanentemente atualizado, que daria visibilidade aos fatos. Uma plataforma desse tipo estava sob a responsabilidade do Ministério da Justiça, mas foi desativada após críticas de falta de atualização. As entidades entendem que as informações repassadas para o futuro repositório devem ser acompanhadas de boletins de ocorrência e fotos das vítimas.

Outra preocupação é definir o tema como prioridade por parte das autoridades, que ficariam com a responsabilidade de implantar ações institucionais para dar suporte à prevenção de novos casos e às buscas. A presidente e fundadora da Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas, mais conhecida como ONG Mães da Sé, Ivanise Esperidião, classifica como “vergonha” o país contar com um cadastro nacional de veículos roubados ativo e não possuir uma ferramenta semelhante que ajude na busca de pessoas. “O problema do desaparecimento sofre de abandono”, acrescentou.

Na mensagem encaminhada aos presidenciáveis, defende-se ainda a criação de mecanismos diretos para combater o desaparecimento. Para tanto, as cidades com mais de 100 mil habitantes deveriam contar com delegacias especializadas para ajudarem no processo de busca. A garantia do registro de identidade nas maternidades é outra medida defendida pelas entidades. “Defendemos que sejam estabelecidos canais para agregar contribuições importantes à adoção de políticas públicas, sua efetiva implementação, com mecanismos que garantam o enfrentamento desta chaga social que viola a dignidade das pessoas e degrada profundamente a sociedade”, Rosita Milesi, defendeu a presidente do (IMDH).

Os signatários da carta também sugerem a criação de um sistema, nos moldes do norte-americano Alerta Amber, para propagar a ocorrência do desaparecimento rapidamente. Para a promotora de justiça Eliana Vendramini, coordenadora do Plid-SP, é preciso haver mudanças na forma como a sociedade e o governo encaram o problema. “Sinto que as pessoas não têm parado para se colocar na pele do outro e entender a dor do desaparecimento, a maior que existe, pois é pautada pela esperança”, disse.

 

Informações e entrevistas:
Assessoria de Imprensa do CFM
(61) 3445-5940 / 98625-2373

 

Encontro interprovincial das Irmãs MSCS

“As Irmãs scalabrinaianas das províncias com sede no Brasil (Nossa Senhora Aparecida, Imaculada Conceição, Cristo Rei e Maria, Mãe dos Migrantes) acolhem com alegria e muita esperança a decisão tomada durante o encontro interprovincial; a proposta da reorganização interna da Congregação é um compromisso de todas”. É o que escreveram, em uma nota, as superioras provinciais das quatro províncias, protagonistas na criação da nova Província América do Sul e África, no final do encontro que se realizou de 31 de agosto a 02 de setembro de 2018, em Jundiaí, SP, Brasil.

Ficou decidido que o nome da Província será Maria, Mãe dos Migrantes, e que a sua sede será em São Paulo, SP, Brasil. “Rezemos a fim de que o Espírito de Deus continue a iluminar-nos e a dar-nos sabedoria em cada passoe em cada decisão para a configuração da Província América do Sul e África”, continuaram as superioras provinciais.

 

Mais informação:  Encontro Interprovincial Província América do Sul e África

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CSEM completa 30 anos de fundação

CSEM completa 30 anos de fundação, reformulasua identidade visual e lança novo site institucional

O Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios – CSEM, com sede em Brasília, completa 30 anos de trajetória em 2018!

Em comemoração à data, o CSEM reformulou sua identidade visual por meio de um redesign que manteve a essência, mas trouxe um toque de modernidade às cores, aos traços e aos elementos principais da marca.

Com uma ótica interdisciplinar e intercultural, a marca busca transmitir acolhimento e abertura ao próximo, destacando a mobilidade humana diversificada, complexa e multiforme. A marca promove o desenho do mundo como um símbolo internacional, exibindo elementos humanos das mais variadas raças, classes, idades, sexo. Prioritários no centro do mundo, destaca a amplitude e a união de pessoas de diferentes nacionalidades. O desenho reflete um estilo simples e minimalista, facilitando a aplicação da marca nas mídias impressas e digitais.

O Centro lança também um portal totalmente novo, dinâmico e adaptado para os diversos dispositivos móveis. Essas ações visam fortalecer a missão do CSEM de “fomentar, produzir e disseminar conhecimentos científicos e interdisciplinares sobre as migrações em uma perspectiva de respeito e promoção profética da dignidade humana, rumo a um mundo mais justo, onde ninguém é estrangeiro”.

 

Acesse www.csem.org.br!

Presença MSCS em Ho Chi Minh City, Vietnam

A Delegação na Ásia das MSCS, no dia 03 de agosto de 2018, enviou as suas duas primeiras missionárias, Ir. Teresa Villoso Mercado e Ir. Eufrocina Zabate Sumampong, a Ho Chi Minh City, no Vietnam; a abertura oficial da primeira comunidade MSCS naquele país foi no dia 06 de agosto; neste dia, as duas Irmãs foram recebidas e se instalaram em sua residência.

Este é um presente da Divina Providência, uma oportunidade para ampliar a missão e a aumentar as vocações na Ásia.

Contexto

A cidade de Ho Chi Minh City, comumente conhecida como Saigon, é uma cidade situada ao sul do Vietnam. É reconhecida pelo papel crucial que desempenhou na guerra do Vietnam. No período sucessivo ao final da guerra do Vietnam, a imigração vietnamita viu muitos refugiados e outros migrantes acolhidos, em grande parte, pelos países ocidentais e limítrofes do sudeste asiático por motivos humanitários; com estes, incluem, também, os fluxos migratórios de estudantes e trabalhadores enviados aos países aliados comunistas do Vietnam. Embora a guerra e o conflito impeliram a maior parte das migrações vietnamitas na segunda metade do século XX, o rápido crescimento econômico do Vietnam promoveu a migração de e em direção ao país. Hoje, enquanto as cidades do Vietnam rapidamente se modernizam, o número de migrantes que chegam ao país é surpreendente. As estimativas dizem que, em Ho Chi Minh City, o número de migrantes é quase 30% da população.

O Vietnam é o quinto país católico da Ásia, em seguida às Filipinas, Índia, China e Indonésia. Após a abertura política do país no final dos anos oitenta, um grande número de congregações religiosas de origem europeia chegaram ao Vietnam, abrindo comunidades. Isso aconteceu, em particular, em Ho Chi Minh City (ao sul) e Vinh (ao norte), as quais são as duas dioceses onde têm a maior população católica. Muitos jovens vietnamitas de famílias católicas, abraçam com entusiasmo a vida religiosa, atraídos, particularmente, pelas congregações apostólicas e, em menor número, pelos institutos de vida contemplativa.

As direções gerais dos três institutos da Família Scalabriniana: abri as portas ao irmão

As direções gerais dos três institutos da Família Scalabriniana, os Padres Missionários Scalabrinianos, as Irmãs Missionárias Scalabrinianas e as Missionárias Seculares Scalabrinianas se reuniram de 1- 3 de julho e concluíram o encontro com este comunicado:

A emigração é um fenômeno de época que está abalando as estruturas em todas as nações amplamente. É certamente um problema que nasce da sma de tantos outros problemas. Mas como todos os problemas depende de nós transformá-lo em uma tragédia ou em uma riqueza.

A história dos povos é feita de grandes ondas migratórias, e nós hoje, temos a chance de viver uma destas, com a vantagem de poder ler em âmbito mundial as causas e os efeitos e, também, obter um excedente de humanidade.

Devemos nos tornar os autores de um progresso da consciência da dignidade humana própria de cada homem, podemos contribuir com a recomposição de um quadro geral no qual a ecologia humana faça parte da ecologia da natureza.

Acreditamos que cada vez mais se tornam atuais  os quatro verbos com os quais o Papa Francisco, no Dia Mundial do Migrante deste ano, pediu aos povos e nações para abordar a questão dos migrantes: acolher, proteger, promover, integrar.Há um grande obstáculo nesta estrada, que é o medo, medo de perder o próprio bem-estar, medo de perder a própria identidade, medo do outro.Se trata de um sentimento profundo que deve ser ouvido, mas para ajudar a superá-lo: o medo leva ao fechamento e o fechamento leva à morte.

Muitos meios de comunicação e muitas mídias reforçam  esse medo, ampliando os fatos negativos e ignorando completamente as boas práticas de recepção e integração que surgem em quase todos os lugares, especialmente do trabalho voluntário.

Se queremos perseguir a estrada da felicidade, que é a estrada que busca cada coração humano, devemos perseguir a estrada da fraternidade, renovando e atualizando o apelo com o qual São joão Paulo II abriu o seu pontificado: “Abri as portas a Cristo”. Hoje somos chamados a repetir o mesmo grito: abri as portas ao irmão.

Em San Paolo, encontro sobre reforma e novas necessidades de migrantes

De Rosinha Martins
Da Aparecida -SP

A crescente mobilidade dos seres humanos em todo o mundo levou a uma atitude radical Scalabrini Missionários de reforma dentro da Ordem para melhor atender às necessidades de migração de endereço e abrigo. As alterações entrarão em vigor em dezembro deste ano. A fim de continuar este processo, as Irmãs Scalabrinianas da Província de São Paulo encontrou no Centro Profissional São Carlos, na cidade de Aparecida-SP. O evento começou na tarde deste sábado dia 10 e terminou no dia 12.

De acordo com um relatório apresentado pelo chefe da missão da Província da irmã de St. Paul Janet Ferreira (Organização Internacional para as Migrações), América do Sul contém cerca de 5.826.400 imigrantes aqui para geográfica, ambiental, política e ditada pela crise atividade econômica global. os dados também revelam uma feminização da migração, uma vez que 50,9% dos deslocados são mulheres, seguido por 17,7% dos jovens com menos de 20 anos de idade e 16,5% daqueles com mais de 65 anos.

Os países da América Latina que receberam o maior número de migrantes são a Argentina, com 2 milhões, a Venezuela, 1,4 milhão, e o Brasil, com 713 mil emigrantes. Estes são de Haiti, Cuba, Venezuela, Equador, países africanos (Senegal, Congo, Angola, Moçambique, Nigéria, entre outros), Ásia do Sul e Sudeste (Bangladesh, Paquistão, Filipinas, Índia, Nepal) e Ásia Oriente Médio (Síria) Esses fluxos migratórios tendem a um crescimento sem precedentes na história. A Congregação é rápido para reorganizar em todas as suas dimensões (pastoral, formação, apostolado e administração), a fim de enfrentar os desafios que esta realidade ofertas.

Mas entrando em uma de um processo de reforma Histórico de pedidos 120 anos exige um monte de abertura por parte dos membros, uma paixão significativa para a missão, porque requer mudanças estruturais. A este respeito, a irmã Sandra Maria Pinheiro, Superior Provincial da Província de St. Paul, salientou que a reorganização da Congregação deve ser realizada como um movimento de renovação espiritual em vez de administrativa, com uma atitude de disponibilidade, um coração disponível para a busca da vontade de Deus e, pensando de volta para as estruturas para a missão.

Ainda de acordo com Pinheiro, esse processo de reorganização exige que todos tenham “uma aparência de girafa”. A girafa de pescoço grande pode olhar para cima e abrir-se para os horizontes. “Precisamos de um olhar que não exaure nosso pequeno mundo de medos e necessidades pessoais”, disse ele.

Para a irmã Sandra, reorganização “é uma oportunidade para reinventar a Vida Religiosa Consagrada para os nossos tempos, e assim recuperar o seu anúncio profético porque queremos servir mais e melhor para migrantes e refugiados.” Mesmo o conselheiro e para a formação e administração, Irmã Neuza Botelho dos Santos e Irmã Ana Conceição Sales, nno apresentou a estrada feita até agora nestas áreas, para a reorganização.

Presente em 27 países, os missionários scalabrinianos a intenção de reduzir o número de províncias, unificar os esforços em todos os setores para uma presença mais eficaz quando os fluxos migratórios são maiores. Estes dias eles se encontraram as irmãs pertencentes à Província de Aparecida, com com sede em São Paulo, que será incorporado em uma unidade das três províncias existentes no Brasil a partir de dezembro de 2018.

Fonte: Imprensa Scalabriniana

Comunidade aberta para responder a emergências fronteiriças Venezuela / Brasil

E ‘foi inaugurado em Pacaraima, cidade do Norte do Brasil, na fronteira com a Venezuela, uma nova comunidade de Irmãs Missionárias Scalabrinianas. A congregação, que desde a sua fundação lida com os migrantes, visa assim apoiar as famílias que estão chegando ao Brasil nos últimos meses porque a Venezuela é atingida por uma crise económica e social grave.

Há cerca de 50 mil venezuelanos, na verdade, você está pedindo ajuda para o Estado de Roraima, um dos 26 que compõe a federação brasileira. “Os migrantes estão buscando novas oportunidades na vida e no trabalho – explica Irmã Zenaide Ziliotto, superior da scalabriniano província ‘Maria, Mãe de migrantes’ – Damos-lhes oportunidades para aprender sobre o que eles podem oferecer ao Brasil e que você pode fazer quando você chegar aqui.”

Milhares chegam a Pacaraima, em uma jornada de cerca de 200 quilômetros. Eles andam um caminho que os vê viajar pela Avenida Panamericana que une os dois países. A Igreja e as Irmãs Missionárias Scalabrinianas estão envolvidos diariamente no serviço de alojamento e recepção, incluindo um pequeno-almoço diário é oferecido para cerca de 700 pessoas.

“Aqui em Pacaraima tem a Lampedusa do Brasil – acrescenta a irmã Zenaide – A cauda na fronteira é ótima. Eles vêm aqui para tentar encontrar um emprego e algo para comer. Eles vêm jovens, velhos, famílias, mulheres. É uma situação muito complexa “.