Venezuelanos que vão para São Paulo recebem orientações sobre protocolo de viagem

Nesta sexta-feira, dia 08, às 14h, os membros do projeto Caminhos de Solidariedade da Cáritas Diocesana de Roraima – como de praxe – realiza roda de conversa com os imigrantes que viajarão para São Paulo, no auditório da Instituição, na avenida Nossa Senhora da Consolata, 1529, centro.

Antes do embarque, o grupo de imigrantes passam por uma roda de conversa, por duas horas de duração, a fim de tomar ciência de como será a estadia e acolhida em São Paulo.

Em SP, o grupo terá acompanhamento de assistência social, orientação jurídica, espaços de formação e encaminhamento para renovação de documentos e na medida do possível um inserção laboral. “Neste espaço onde Madre Assunta habitou e idealizou para ação social de suas irmãs, continua nesta caminhada até os dias de hoje, e é com esse espírito que será feita a acolhida”, frisou o representante do Comitê Gestor do Projeto, Roberto Saraiva, durante recente visita ao local de acolhimento.

Um grupo de 15 venezuelanos embarcarão em voo comercial para a casa de acolhimento organizada pelas irmãs Missionárias Scalabrinianas. A viagem está agendada para o dia 17 de fevereiro.

O espaço de acolhida está situado na Casa Madre Assunta, propriedade da Congregação, na Rua do Orfanato – Vila Prudente – São Paulo, Capital.

A nova casa dos migrantes funcionava uma escola municipal, com seis salas grandes, cozinha, lavanderia, banheiros. Está preparada para acolher a seis famílias com uma média de cinco membros cada.

Segundo a irmã missionária Janete Ferreira, mscs, o tempo de acolhida será por três meses. “A organização está prevista para oferecer alimentação, alojamento, apoio para conseguir trabalho, atividades com as crianças com idade acima de 05 anos, aula de português”, comentou.

Para a articulação ao mercado de trabalho, será responsável uma irmã Scalabriniana que é assistente social e que acompanhará o processo das famílias na busca de trabalho e espaços de integração.

Janete conta que na Casa Madre Assunta atende cerca de 120  crianças migrantes e/ ou carentes que participam do Projeto Conviver. “Desenvolvemos atividades educativas de contra turno: música, dança, artes, entre outras. As crianças das famílias que vamos acolher, que estejam na faixa etária a partir de 5 anos, estarão sendo incluídas no projeto”, enfatizou.

Neste processe de acolhida, as irmãs contam com o apoio do Serviço Pastoral do Migrante – SPM, do Movimento Leigo Missionário Scalabriniano – LMS, da Associação Educadora Beneficente – AEB e pessoas individuais que estão fazendo doações.

Acreditar na promessa e na benção de Deus

Primeira Comunicação do VII Curso Congregacional de Formadoras

De 01 de fevereiro a 15 de fevereiro de 2019 acontece no São Carlos Eventos e Hospedagem, Jundiaí, SP o VIIº encontro de formadoras da Congregação. Objetiva este encontro o “Acreditar na promessa e na benção de Deus que nos precede em indicar o caminho”.

O encontro é de responsabilidade da Superiora Geral e Conselho, sob a coordenação geral de Ir. Etra Módica, animadora geral da formação.

As 30 formadoras procedentes de vários países iniciaram o curso com a celebração inicial na capela do Centro de Eventos e após a abertura, informações e integração das participantes, fomos convidadas a partir em Romaria para Aparecida, para junto do Santuário Nossa Senhora Aparecida, afim de intensificar a espiritualidade mariana, celebrar o dia da consagrada, bem como, conhecer a história e elementos que constituem religiosidade, os elementos da arte expressa nos painéis, mosaicos e nos traços que compõem o complexo religioso daquele Santuário.

Nos dias 02 e 03/02 foram aprofundadas as chaves pedagógicas para o acompanhamento personalizado na formação inicial no auditório do Centro Vocacional São Carlos, em Aparecida, tema abordado pelo professor Carlos Eduardo Cardozo, experiente na área de Educação atua principalmente nos temas: juventude, cultura juvenil, protagonismo e projetos educativos, razões pela qual encerrou a manhã do domingo, abordando a identidade e perfil da formadora de jovens para a vida religiosa consagrada, de forma processual, gradual e integral frente aos desafios da formação na pós-modernidade, dando especial atenção à formação humanizadora.
À tarde do domingo compartilhamos com as noviças e irmãs do Noviciado em Potim de momentos de encontro fraterno e conhecimento do espaço físico da casa de formação, concluindo o domingo com a celebração eucarística no Santuário.

Dia 04 de fevereiro iniciamos a jornada com a celebração Eucarística com a renovação dos votos de irmã Vitorinha Bernardino Alburquerque na capela do Centro Vocacional São Carlos. Conclui-se a manhã traçando elementos que constituem linhas gerais da formação. Logo após o grupo de formadoras retornou a Jundiaí a fim de dar continuidade à programação estabelecida que se estenderá até a data de 15 de fevereiro.

 

Foto Link

IMDH, com apoio do instituto C&A, socorre em sitiacoes humanitárias de emergência:| a diretora do IMDH, Ir. Rosita Milesi, em sua estada em Roraima (dezembro/2018) visitou a casa do “Valientes Por La Vida”,  família que acolhe e acompanha, de forma gratuita e voluntária, migrantes e refugiados soropositivos, durante seu tratamento. Os pacientes dormiam em redes ou no chão. A família abre as portas de sua casa, mas não tinha camas para acolhe-los. Partilhando colaborações, o IMDH, com ajuda do instituto C&A, doou quatro camas com colchões. A doação foi recebida com emoção e entusiasmo por  Nilza Hernandéz e o esposo. E assim se expressaram: “Ahora tenemos acogida digna para ofrecer a nuestros Hermanos y hermanas. Ya no dormiran por el suelo.”

 

O casal busca apoios e oferece dedicação, carinho, atenção… “É o modo que temos, além do nosso trabalho pessoal, de receber e assistir as pessoas que geralmente a sociedade tem medo de acolher, ou mesmo rejeita. “A doação das camas foi um gesto concreto emocionante para nós. Com esse gesto, as pessoas que  estão em tratamento não precisarão mais dormir no chão ou em redes”, enfatizou.

A casa já recebeu mais de 60 pessoas soropositivas que por falta de insumos básicos de saúde não conseguem o tratamento na Venezuela. O objetivo da família é estender as possibilidades de vida destas pessoas, oferecendo orientações e acompanhando-as em todo o caminho do sistema de saúde no Brasil que lhes dá, além do tratamento, algo precioso que é  a esperança de vida. Para atender a este público, a família conta com o apoio da sociedade e de doações. Seguem algumas imagens da visita.

Chaire Gynai: Buon Natale e Sereno Anno Nuovo

Aniversário do nascimento ao céu do venerável servo de Deus, P. José Marchetti

Hoje celebramos a memória do nosso amado cofundador, Pe. José Marchetti, a quel podemos muito bem atribuir o texto evangélico das bem-aventuranças:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores,
porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição
por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus;
porque assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.
(Mt 5, 3-12).

 

Pe. José um discípulo fiel que se deixou santificar por Jesus Cristo, um discípulo que conheceu o amor de Deus e o seguiu com todo o coração, com toda a mente e com toda a vontade. Oficialmente, ainda não podemos chamar Pe. José Marchetti de santo, porém, conhecemos a sua intensa vida de santidade; ser santo é uma missão, é um projeto do Pai para manifestar e encarnar, em um momento determinado da história, um aspecto do Evangelho. Na verdade, Pe. José assumiu o imperativo evangélico era migrante e me acolheste como bússola de sua vida, dedicando-se totalmente ao mundo migratório; fez dos migrantes o centro de sua vida e, impulsionado por isto, não mediu esforços a fim de encontrar meios para reduzir ao mínimo os sofrimentos dos colonos, nas fazendas de seu tempo, no estado de São Paulo.
Nós, hoje, olhando-o como modelo de quem encarnou o carisma scalabriniano, encontramos orientação para centralizar a nossa vida naquele que era o seu bem mais precioso e que o fez emitir o quarto voto: não perder nem um quarto de hora de seu tempo, porque impulsionado pelo amor de Deus, ele viveu a sua existência disponível para Deus e para os irmãos. Ninguém tem maior amor daquele que dá a vida para os próprios amigos, eis, então, definitivamente, o modelo de santidade que nos deixa Pe José: ser amigos de Deus e do próximo até a doação da vida.

Nosso cofundador em apenas dois anos de vida criou obras que ainda hoje existem; sua audácia, seu entusiasmo, seu fervor apostólico eram uma expressão de sua fé de que Ele, o Senhor, estava presente nos menores, nos mais pobres, nos subúrbios; entregou-se de corpo e alma a Deus e a seus irmãos, santificando a si mesmo e a sua vida, feita de muitos pequenos detalhes cotidianos, deixou-nos um estilo missionário de intimidade com o Senhor e de serviço aos irmãos, assim que cada instante de vida de Pe. José foi uma centelha de amor doado, degrau para a santificação.

Estimadas Irmãs, formandas e amigos, queira o Senhor, por intercessão do venerável servo de Deus, Pe. José Marchetti, que cada um de nós possa acolher a palavra de Deus e deixar-se transformar por ela e ser, no mundo das migrações, sinais de ternura, humildade, bondade, paz, consolação: como foi Pe. José Marchetti, venerável servo de Deus. Confiemos ao nosso cofundador, de modo particular os governos provinciais que, hoje, estão concluindo a sua missão e os novos governos que, hoje, iniciam a missão para o próximo quadriênio: que sejam assistidos e conduzidos pelo Espírito Santo.
Boa festa para todas!

 

 

1º Capítulo da província América do Sul e África

Durante os dias 11 a 14 de dezembro de 2018 em São Leopoldo (RS) está em andamento o 1º Capítulo Provincial Eletivo da Província América do Sul e África da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas.

O lema deste Capítulo é “Passai, passai pelas portas, preparai um caminho para o meu povo; construí, construí a estrada, removei as pedras. Erguei um sinal para os povos” (Is 62,10).

Participam do Capítulo 83 irmãs, a assessora Ir. Maria Helena Mora, da Congregação do Sagrado Coração de Maria e Ir. Neusa de Fátima Mariano, Superiora Geral e presidente do Capítulo. As irmãs capitulares são provenientes de: Brasil, Paraguai, Argentina, Colômbia, Equador, África do Sul, Angola, Moçambique e Itália.

A celebração eucarística de abertura do 1º Capítulo Provincial Eletivo foi presidida por Dom Adilson Pedro Busin, CS Bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre.

Corpo em comunhão

Na alocução de abertura do Capítulo, Ir. Neusa de Fátima Mariano, Superiora Geral, saudou todas as irmãs e convidou a constituir um corpo em comunhão, impregnadas pelo Espírito Santo. “É preciso vencer sentimentos de medo e resistência, para que a colaboração e a corresponsabilidade criem em nós um corpo coeso de vida, partilha e missão conosco e com os migrantes e refugiados”, afirmou.

No decorrer do dia, foi apresentado o processo de reorganização a partir do XIII Capítulo Geral, e as comissões da formação, missão apostólica e jurídico administrativo expuseram as propostas, perspectivas e desafios para o novo governo provincial. As Irmãs representantes do Continente africano leram uma carta: “A voz da África para as Irmãs Capitulares”.

Para encerrar o dia, foi apresentado o formato para a composição do novo governo e funções das conselheiras de região e de áreas de serviços.

No segundo dia do Capítulo Provincial Eletivo, após a leitura e aprovação da ata, continuou a apresentação das funções das Conselheiras de Região e das áreas de serviços.

Em clima de reflexão e oração aconteceu o processo de discernimento para a eleição da Superiora Provincial da Província América do Sul e África, conduzido pela assessora ir. Maria Helena Morra. Ela nos motivou a cultivar a esperança que nos impulsiona para a abertura à novidade do Espírito no processo de eleição. Após o processo realizado Ir. Maria Lélis da Silva, foi eleita a nova superiora provincial. A Superiora Geral Ir. Neuza de Fatima Mariano, presente no capítulo, confirmou a eleição de Ir. Maria Lélils da Silva e lhe solicitou se aceitasse exercer esta função, o que ela confirmou.

Ir. Maria Lélis da Silva é natural Bonfinópolis, MG, formada em Comunicação Social- Jornalismo e Letras, tem 29 anos de Vida Religiosa Consagrada, atuou na área da formação de novas religiosas, e exerceu sua missão em diversos lugares do Brasil, Colômbia, e atualmente atuava em Quito, Equador.

A provincial eleita colocou-se a serviço da Província América do Sul e África e solicitou a generosa colaboração e apoio de cada uma das irmãs na caminhada que a província irá empreender.
Ao final todas as irmãs capitulares a saudaram com alegria e carinho.

A unidade e prece de vocês é sumamente importante para o bom êxito do Capítulo Provincial Eletivo.

 

 

Festa de São Carlos Borromeo, Patrono da Congregação

Roma, 04 de novembro de 2018
“Chamados à santidade” (Rm 1,7).

Estimadas Irmãs e Formandas

Nós, Irmãs missionárias scalabrinianas, sentimo-nos agraciadas por Deus em ter São Carlos Borromeo como patrono, de modo particular neste tempo histórico de nossa Congregação, marcado por significativas mudanças, entre as quais, o processo de reorganização interna, que nos interpela a uma profunda renovação de nossa vida consagrada e missionária na centralidade em Jesus Cristo, a fim de sermos fiéis ao carisma scalabriniano.

De fato, não è fácil fazer uma síntese da vida intensa vivida por São Carlos, da qual emerge uma figura caracterizada pelo carisma do bom pastor que se doa sem pretensão de obter resultados esplêndidos, numa doação total, marcada com zelo extraordinário, fundamentado na humildade e na pobreza. E foi este mesmo zelo que o moveu na decisão de empreender uma reforma da Igreja e um sério caminho de reforma interior e de santidade, a fim de conformar-se sempre mais a Jesus Cristo. Foi assim, no confronto consigo mesmo, que promoveu a primeira e a mais radical obra de renovação, sendo capaz de dedicar-se sem reservas ao serviço de Deus e da Igreja.

Não poderemos compreender, porém, a figura de nosso patrono São Carlos Borromeo, sem conhecer a sua relação de intensa paixão a Jesus Cristo, em um amor confiante contemplado na Eucaristia e em Jesus crucificado que fizeram com que São Carlos se imergisse na profundidade do mistério do amor de Cristo.

O exemplo de vida de São Carlos, a dinamicidade de sua ação apostólica  de pastor e de reformador revelam-se persuasivos e atraentes como fruto da intensidade de seu amor a Cristo crucificado. A sua grandeza espiritual nasce da profundidade de sua fé e da totalidade de sua dedicação à missão recebida, em uma palavra, de sua santidade!

Queridas Irmãs, também nós, por graça, somos chamadas a seguir Jesus Cristo nesta forma particular e necessária de fecundidade, que “gera Cristo” em nosso ser e nos migrantes e refugiados que encontramos em nosso caminho como discípulas e missionárias do Pai.

Somos convidadas a dirigir os nossos olhares a São Carlos, modelo de santidade e de zelo apostólico, cujo exemplo nos inspira e nos motiva a viver o chamado à santidade sabendo que a vocação à santidade deve ser intuída, entendida, acolhida e cultivada e, “assim, sob o impulso da graça divina, com muitos gestos, vamos construindo aquela figura de santidade que Deus quis para nós: não como seres autossuficientes, mas ‘como bons administradores da multiforme graça de Deus’ (1 Pd 4,10)”.[1]

Com alegria, desejamos a vocês, Irmãs, formandas e Leigos Missionários Scalabrinianos, uma abençoada e feliz festa de São Carlos Borromeo, e que  motivadas/os pelo seu exemplo, possamos retomar com um novo ardor e empenho renovado a missão scalabriniana, no serviço evangélico e missionário aos migrantes e refugiados.

 

 

Ir. Neusa de Fátima Mariano, mscs

Superiora Geral, Conselho e Secretária Geral

 

 

[1] Francisco, Esortação Apostólica Alegrai-vos e exultai, n.18

Scalabrinianas inauguram uma casa de acolhida de mulheres e crianças migrantes e refugiada

POR ROSINHA MARTINS
DE ROMA -ITÁLIA

A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas inauguram neste domingo, 30, em Roma, uma casa de acolhida de mulheres e crianças migrantes e refugiadas. O evento que acontecerá às 16h30, horário de Roma, contará com a presença de autoridades eclesiásticas, leigos, religiosos e religiosas e organizações afins. Ao menos 100 pessoas já confirmaram presença.

Denominado Chaire Gynai (pronúncia Kairê Guinái), do grego, que significa “Bem-vinda, mulher! ”, o projeto, que já está em andamento, é uma resposta das Scalabrinianas ao pedido do Papa Francisco que elas elaborassem e realizassem um programa de assistência a mulheres e crianças, em primeiro lugar para aquelas em situação de refúgio e, segundo lugar para aquelas que estão em processo de migração, com ou sem filhos, vulneráveis e que não contam com nenhum serviço de proteção.

Sob a administração das Irmãs Scalabrinianas, o projeto é articulado, também pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – Seção Migrantes e Refugiados, pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a União Internacional das Superioras Gerais e o Ofício Migrantes da Diocese de Roma.

As Irmãs Scalabrinianas contam com a atuação prática das Irmãs Missionarias do Sagrado Coração de Jesus que, além de terem colocado à disposição os espaços – (duas casas, uma delas localizada na rua Michele Mercati e a outra na Pineta Sacchetti), atuam cotidianamente no serviço às mulheres e crianças, disponibilizando uma Irmã como colaboradora.

Um projeto de semi-autonomia

O projeto “Chaire Gynai” pretende, acima de tudo, favorecer a estas mulheres a conquista da própria autonomia e a integração na sociedade romana. Portanto, elas permanecem na casa por 6 meses até que consigam se organizar entre trabalho e moradia. Paralelo a isso, o projeto conta com a colaboração de religiosas, psicólogos, assistentes sociais e advogados que estão disponíveis para a assistência humana, psicológica e jurídica.

“Para nós o trabalho junto aos migrantes é uma grande graça e uma confirmação da nossa missão. Agradecemos ao Papa Francisco por este convite feito a nós, e às Irmãs do Sagrado Coração de Jesus que muito generosamente disponibilizaram suas próprias casas e, juntas, podemos realizar o projeto”, afirmou a Superiora Geral das Irmãs Scalabrinianas, Irmã Neusa de Fátima Mariano.

Irmã Neusa fez, ainda, um agradecimento especial aqueles e aquelas que estão envolvidos com o projeto, num esforço continuo de sua concretização e desenvolvimento. “Agradecemos ao Instituto de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a União Internacional das Superioras Gerais (UISG) e o Dicastério da Santa Sé para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – Seção Migrantes e Refugiados. Todos são protagonistas deste grande projeto, porque entre nós há uma grande colaboração em vista da promoção dos migrantes. E os quatros verbos do Papa Francisco, acolher, proteger, promover e integrar, guiam a nossas escolhas pastorais, porque nenhum deve sentir-se estrangeiro pois todos somos filhos do mesmo Pai”.

De acordo com a diretora do projeto, Irmã Eleia Scariot, brasileira e missionária scalabriniana, “a intenção é apoiar as mulheres no percurso de integração e valorização profissional, tendo como base o resgate da esperança”.

Estas mulheres, acrescenta, “recebem ajuda e acompanhamento humano e profissional, fazem a experiência da convivência, da confraternização e da espiritualidade, ações fundamentais para o resgate da auto-estima, frequentemente feria durante suas viagens migratórias.

Histórico

A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas foi fundada em 1895 pelo bispo da cidade de Piacenza, Itália, o Beato João Batista Scalabrini. Tem como co-fundadores os irmãos de sangue, a Bem-aventurada Assunta Marchetti, beatificada no Brasil em 2014 e o Venerável Padre José Marchetti, nascidos em Lombrici di Camaiore, Lucca – Itália, os quais se tornaram missionários no Brasil para prestar um serviço de acolhida, de proteção, de promoção e de integração dos imigrantes italianos, especificamente, crianças órfãs filhas de italianos e africanos em São Paulo. Hoje a Congregação atende a todo tipo de mobilidade humana em 26 países do mundo para prestar este serviço evangélico e missionário aos imigrantes e refugiados.

 

Criança senegalesa que vive na casa de acolhida fala sobre sua experiência

Ibrahim, 11, vive a três anos meio na Itália e faz parte do projeto. Ele fala sobre seus sonhos e como se sente. “Gosto de viver na casa de acolhida, a disciplina que mais gosto é história, mas quando crescer desejo ser jogador de futebol. Na escola procuro ser excelente em vista do meu futuro”. Assista o vídeo abaixo:

Serviço:
Inauguração da Casa de Acolhida a mulheres e crianças refugiadas e migrantes em Roma
Data: 30 de setembro de 2018
Horário: 16h30 – Horário de Roma
Via Pineta Sacchetti, 506 – Próximo à estação de trem Gemelli
Contato Imprensa: Irmã Rosinha Martins – Whatsapp: +393899290918

 

 

 

 

Entidades apresentam aos presidenciáveis propostas de ações para prevenir o desaparecimento de pessoas

Uma agenda pública, composta por cinco medidas prioritárias, que têm como objetivo maior assegurar políticas públicas nacionais de prevenção e combate ao desaparecimento de pessoas, foi apresentada aos candidatos à Presidência da República. O documento, preparado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pelo Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid) do Ministério Público de São Paulo, pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), e pela ONG Mães da Sé, almeja que o tema seja integrado às plataformas de campanha e de governo do eventual vencedor.

Como justificativa para as propostas, enviadas no dia 10 de setembro, as entidades signatárias destacam o número alarmante de casos de desaparecimento no país. Estimativas apontam que cerca de 50 mil crianças e adolescentes desaparecem no Brasil todos os anos. São Paulo detém 30% desse total, o maior índice nacional. “Queremos estabelecer canais de diálogo com os tomadores de decisão para sensibilizá-los sobre esse problema que aflige milhares de famílias brasileiras”, apontou o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima.

O documento destaca cinco medidas. A primeira delas, considerada a mais importante, é estabelecer como obrigatória a notificação compulsória de casos pelas autoridades policiais a um cadastro nacional, permanentemente atualizado, que daria visibilidade aos fatos. Uma plataforma desse tipo estava sob a responsabilidade do Ministério da Justiça, mas foi desativada após críticas de falta de atualização. As entidades entendem que as informações repassadas para o futuro repositório devem ser acompanhadas de boletins de ocorrência e fotos das vítimas.

Outra preocupação é definir o tema como prioridade por parte das autoridades, que ficariam com a responsabilidade de implantar ações institucionais para dar suporte à prevenção de novos casos e às buscas. A presidente e fundadora da Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas, mais conhecida como ONG Mães da Sé, Ivanise Esperidião, classifica como “vergonha” o país contar com um cadastro nacional de veículos roubados ativo e não possuir uma ferramenta semelhante que ajude na busca de pessoas. “O problema do desaparecimento sofre de abandono”, acrescentou.

Na mensagem encaminhada aos presidenciáveis, defende-se ainda a criação de mecanismos diretos para combater o desaparecimento. Para tanto, as cidades com mais de 100 mil habitantes deveriam contar com delegacias especializadas para ajudarem no processo de busca. A garantia do registro de identidade nas maternidades é outra medida defendida pelas entidades. “Defendemos que sejam estabelecidos canais para agregar contribuições importantes à adoção de políticas públicas, sua efetiva implementação, com mecanismos que garantam o enfrentamento desta chaga social que viola a dignidade das pessoas e degrada profundamente a sociedade”, Rosita Milesi, defendeu a presidente do (IMDH).

Os signatários da carta também sugerem a criação de um sistema, nos moldes do norte-americano Alerta Amber, para propagar a ocorrência do desaparecimento rapidamente. Para a promotora de justiça Eliana Vendramini, coordenadora do Plid-SP, é preciso haver mudanças na forma como a sociedade e o governo encaram o problema. “Sinto que as pessoas não têm parado para se colocar na pele do outro e entender a dor do desaparecimento, a maior que existe, pois é pautada pela esperança”, disse.

 

Informações e entrevistas:
Assessoria de Imprensa do CFM
(61) 3445-5940 / 98625-2373

 

Encontro interprovincial das Irmãs MSCS

“As Irmãs scalabrinaianas das províncias com sede no Brasil (Nossa Senhora Aparecida, Imaculada Conceição, Cristo Rei e Maria, Mãe dos Migrantes) acolhem com alegria e muita esperança a decisão tomada durante o encontro interprovincial; a proposta da reorganização interna da Congregação é um compromisso de todas”. É o que escreveram, em uma nota, as superioras provinciais das quatro províncias, protagonistas na criação da nova Província América do Sul e África, no final do encontro que se realizou de 31 de agosto a 02 de setembro de 2018, em Jundiaí, SP, Brasil.

Ficou decidido que o nome da Província será Maria, Mãe dos Migrantes, e que a sua sede será em São Paulo, SP, Brasil. “Rezemos a fim de que o Espírito de Deus continue a iluminar-nos e a dar-nos sabedoria em cada passoe em cada decisão para a configuração da Província América do Sul e África”, continuaram as superioras provinciais.

 

Mais informação:  Encontro Interprovincial Província América do Sul e África

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