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6JunioNum movimento dialético entre fé e vida, sentimo-nos interpeladas a caminhar nesta direção com audácia, sensíveis à dor dos migrantes, para reconfirmar a exata escolha pastoral do bem-aventurado fundador João Batista Scalabrini, num mundo ainda governado por leis injustas e poderes opressores. O desafio atual é aproximar-se das novas migrações, abrindo os olhos sobre suas causas e deixando-nos questionar se o nosso testemunho não deveria ser mais 4 Migrantes “Escutar Deus no clamor dos Migrantes” (cf. Ex 3,7-10). de denúncia das injustiças sociais e da negação dos direitos humanos. Para responder mais eficazmente a este desafio, entendemos o valor da internacionalidade como possibilidade de comunhão entre diferentes, mas num caminho que deve ir em direção à interação entre as culturas, para permitir a todas culturas de serem visíveis. Entendemos, com isto, incentivar a colaboração interprovincial, intercongregacional e com os LMS, não apenas como estratégia para a missão, mas como exigência que nos vem do próprio Deus. Juntos, precisamos colocar-nos à escuta de Deus e dos sinais dos tempos, com uma maior percepção do que acontece no hoje da história. É necessário o dom do Espírito para poder cumprir de modo confiável e eficaz a nossa missão profética como evangelizadoras. É-nos modelo disto Pe. José Marchetti: “Recorra a Deus com a oração… para aprender de Deus mesmo o que deve fazer em cada situação…”.

 

CONTEXTO

Vivemos em um mundo globalizado, com intensa mobilidade humana, 232 milhões (cf. ONU, 2013), que aponta para grandes mudanças. O atual cenário sócio, político, econômico multicultural, religioso, de catástrofes naturais e acelerada revolução tecnológica gera fluxos migratórios diversificados e complexos que produzem novos rostos da migração. Neste cenário cresce a discriminação, o racismo, a xenofobia, a criminalização e o tráfico de pessoas. Esta realidade nos desafia a dar uma resposta pastoral missionária e profética que qualifica nossas práticas nas diversas iniciativas de estar com e para os migrantes. Isto suscita a reorganização da vida de nossa Congregação em vista de uma ação mais integrada no cuidado da fé e na defesa e direitos dos migrantes e refugiados. A nossa presença nos ambientes em que a vida humana é lançada nas fronteiras e encruzilhadas da existência, no mundo das migrações, promove uma Igreja intercultural “samaritana” para cada homem e mulher em mobilidade. Neste sentido, o migrante é o lugar teológico da missão scalabriniana, participa do mistério pascal, para qual a morte e ressurreição tendem a criação da humanidade nova, na qual não existe mais escravo, nem estrangeiro (EMCC, 18).