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A família scalabriniana lança um apelo para “falar sobre migração”

As direções gerais dos três Institutos da Família Scalabriniana (compostas pelos Missionários, pelas Irmãs Missionárias e pelas leigas consagradas) reuniram-se em Villabassa (Bolzano). Como direções gerais dos três Institutos da Família Scalabriniana nos encontramos, estes dias, para fortalecer nossa fraternidade. Chamados/as pelo Espírito para seguir Jesus mais de perto na consagração a Deus e no serviço dos migrantes, graças à inspiração do bem-aventurado J. B. Scalabrini, tivemos a ocasião de refletir sobre como ser fiel, hoje, a essa chamada.

Estamos vivendo um tempo em que velhos e novos conflitos provocam o deslocamento de milhares de pessoas de suas casas e de suas terras obrigando-as buscar segurança em outro lugar; um tempo no qual a procura desesperada do próprio bem-estar acentua a desigualdade entre as pessoas e os povos e constrange muitos a procurar uma oportunidade, em outro lugar, onde o acesso a estas oportunidades, muitas vezes, é negado; um tempo no qual, para ter esperança, é necessário comprá-la de maneira ilegal e se termina comprando a probabilidade de fracasso ou de morte; um tempo no qual domina a retórica contra os migrantes, fácil instrumento para obter consenso dando em troca soluções incertas e a curto prazo. Não são frases abstratas. Pensamos nas inúmeras fronteiras onde se consumam, hoje em dia, tantas tragédias.

Parece-nos importante, portanto, sugerir três orientações com as quais poderemos trabalhar melhor em nossa Família Scalabriniana. a. Falar com os fatos e o testemunho. Repetição em estigmatizar o migrante como ameaça ao bem-estar nacional, à segurança dos cidadãos, ao patrimônio cultural de uma sociedade. Devemos construir sempre mais uma retórica de obras, de serviço concreto, de oferecer possibilidades, estabilidade, futuro. A fala dos migrantes. O conflito de retóricas que domina o discurso sobre migração é substancialmente privo da voz dos migrantes. Narrado a Deus. Finalmente, quando o conflito de retóricas está pegando fogo, quando a cacofonia aumentou, quando todos falam e ninguém escuta, a nossa voz, mesmo débil, será ouvida se tiver o timbre da voz de Deus. Para obter esse timbre devemos levar a narrativa diante de Deus, lá onde as diferenças desaparecem, onde os muros se tornam porosos, onde as fronteiras se dissipam, onde ninguém é excluído.

No conflito de retóricas existe vencedores imediatos e, com frequência, não somos nós. Todavia, não devemos buscar vencer porque temos uma eloquência melhor, mas porque servimos a verdade, a verdade de quem procura, talvez de modo confuso, mais vida, “vida em abundância”. Não temos medo de contar esta verdade com o testemunho, com os fatos, com força inclusive àqueles que fecharam seus corações. Não temos medo de contar para Deus. “Ele se inclinou sobre mim, escutou o meu grito”.

Leia para saber mais: Mensagem à Família Scalabriniana

 

 

 

Curso congregacional de formação permanente – Manaus

Queridas Irmãs, formandas, leigos e leigas scalabrinianos

Motivadas pelo tema do nosso curso de formação permanente congregacional Reencantar-se por Jesus Cristo e reforçar a gratidão a Deus por sua fidelidade colocada em nós.E com o lema:  “Queremos ir convosco, pois ouvimos dizer que Deus está convosco”(Zc 8, 23).

Neste espírito de gratidão a Deus que continua a nos chamar, Ele é fiel e conta com a nossa resposta de fidelidade, iniciamos este tempo de Graça, de formação permanente congregacional com a chegada calorosa das 38 Irmãs participantes, provenientes de várias partes do Brasil e do mundo. Nosso encontro acontece no coração da Amazônia – Manaus – lugar privilegiado de riquezas naturais e rostos marcados pela diversidade de culturas e etnias, ano em que toda a Igreja volta o olhar para a Amazônia, com a convocação do Papa Francisco para o sínodo que acontecerá em outubro, com o tema: “Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral.

No dia 09 de julho fomos acolhidas pela animadora geral da formação Irmã Etra Modica, que transmitiu a nós a unidade do governo geral com as participantes do curso lendo a mensagem da Madre Geral, Irmã Neusa de Fátima Mariano e, pelas conselheiras provinciais Irmãs Lucilene Carolina de França e Vicentina Roque dos Santos, que expressaram alegria e gratidão pela realização deste curso. Irmã Carolina, situou-nos sobre o local e também da riqueza que iremos experimentar aqui em Manaus com tantos rostos marcados por histórias de migração. O curso foi iniciado com a Celebração Eucarística, mistério de amor de Deus e ápice da vida cristã e de nossa vida missionária e consagrada.

Neste primeiro dia pudemos realizar um tour, para conhecer as belezas da cidade, sua natureza exuberante, paisagens e rostos, construções tão significativas e experimentadas por nós. Visitamos a catedral Nossa Senhora da Conceição, e diante de Maria entregamos estes dias de formação e toda as necessidades de nossa congregação e dos migrantes.

Tivemos a oportunidade de aprofundar o nosso conhecimento sobre a pessoa de Jesus Cristo, bem como a centralidade de nossa vida conformando-nos a do Mestre por Pe. Leonardo Agostini. Este momento foi marcado por trabalhos em grupos e estudos sobre a Palavra de Deus, ouvindo, partilhando os apelos e pedidos que Deus nos faz, através de sua Palavra, na missão a nós confiada e na realidade que cada uma vive a sua vocação e missão. Com o coração cheio de esperança e certeza do grande amor que Deus nos tem continuamos o nosso caminho formativo com o aprofundamento da vida daqueles que nos precederam responderam com a doação de suas vidas, a Beata Assunta Marchetti e o venerável Pe. José Marchetti, pela nossa coirmã Leocádia Mezzomo.

Nosso encontro dará prosseguimento com alegria e muito comprometimento. Agradecemos as comunidades que nos agraciaram com suas mensagens e estamos em unidade com cada uma das coirmãs.

 

Irmãs Andri Vilas Boas e Emiliane Diogo